Magda Benites, Advogado

Magda Benites

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Sobre mim

Bacharela em Direito pela Universidade Federal de Rondônia (UNIR). Especialista em Direito do Trabalho e Direito Processual do Trabalho pela Faculdade Damásio. Prática cível, trabalhista, tributária e empresarial. Cobrança judicial e extrajudicial.

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É o principal ramo do direito privado. Trata-se do conjunto de normas (regras e princípios) que r...

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É o segmento do direito financeiro que define como serão cobrados dos cidadãos os tributos e outr...

Direito Empresarial, 23%

Antigo Direito Comercial, é o ramo do direito que estuda as relações privatistas que envolvem a e...

Direito do Trabalho, 7%

Conjunto de normas jurídicas que regem as relações entre empregados e empregadores, são os direit...

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C
Carlos Henrique Pagnan
Comentário · há 12 anos
Duas considerações que gostaria de fazer aqui concernentes à ação "dos policiais", e que não vi em nenhuma outra manifestação de pensamento acerca do ocorrido, bem como explanar minha opinião dizendo que: sim, houver uma parcela de despreparo na conduta dos policiais.

Primeiro - O tempo consumido para realizar a condução do sujeito que foi abordado. Considerando-se, o local, a situação, a quantidade de civis que havia ali, uma apreensão deveria ter acontecido em tempo muito menor. O despreparo dos militares que imobilizaram o sujeito ao chão, demorando muito tempo a retirá-lo do local, teve seus reflexos no disparo efetuado pelo terceiro policial responsável pela segurança.
Por que eu falo isso? Fui militar das forças armadas e participei das "Operações de Pacificação" dos Complexos da Penha e do Alemão, em 2010/2011. Em que pese, a priori, nossa função seja combate em guerra/combate convencional, também (em tese) somos adestrados para guerra não-convencional/irregular, bem como, operações de GLO (garantia da lei e da ordem - leia-se: atuação em substituição a força policial). E em nosso treinamento tivemos instruções de forças militares e policiais, e fomos muito bem alertados acerca dos riscos, em se fazer abordagens; apreensões; e prisões, que demorassem muito para serem efetivadas.

Por experiência própria. Uma simples revista seguida de uma prisão, que demorou singelos quatro minutos e meio, para ser deflagrada, resultou em uma confusão generalizada com moradores, com um oficial ferido, atingido na cabeça por um objeto, seis civis feridos por munição não letal, e quatro indivíduos presos por desacato, e resistência à prisão. O que não ocorreria se estivéssemos mais preparados e fossemos mais efetivos.

Segundo - O disparo foi por puro reflexo. Não vou dizer que seria fácil conter o impulso. O stress, a pressão psicológica... é um turbilhão de emoções, e sei como é complicado e também já efetuei disparos por reflexos. Mas (principalmente isso, não ouvi, li, em nenhum lugar, de ninguém) o disparo foi feito em direção a CABEÇA do "ambulante"! Nosso treinamento, e creio que também de cada policial/militar/agente de segurança, fomos instruídos a sempre atirar em membros inferiores, SEMPRE. E na impossibilidade, a visada de tiro deverá ser sempre no troco, na parte inferior, primando em não atingir órgãos vitais. E disso ele não pode se escusar.

Pra encerrar minhas palavras, eu pergunto, e se ele tivesse errado o disparo (o que quase aconteceu como pudemos ver, o sujeito não morreu na hora), onde aquele projétil iria parar?
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